Grupo Attiva projeta expansão com venda de água mineral no mercado internacional
O Grupo Attiva, que tem sua sede na divisa dos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo, entre Barra Mansa e Bananal, inicia um novo ciclo de expansão ao consolidar sua entrada estruturada no mercado internacional de bebidas, com exportações de água mineral, bebidas alcoólicas e energéticos, produzidos em Bananal-SP.
A iniciativa, conduzida pelo empreendedor Bruno Marini, projeta crescimento acelerado da operação externa, com foco prioritário na China e em Dubai, além de expansão programada para a Índia e os Estados Unidos.
A estratégia começou a ser idealizada há cerca de cinco anos, quando Bruno passou a defender que a empresa poderia competir no mercado global. “Com muito trabalho e dedicação, nós conseguimos, e o que era visto como ousadia excessiva evoluiu para planejamento técnico, adequação regulatória e investimento industrial. Hoje, a exportação deixou de ser uma perspectiva e passou a integrar o fluxo regular da operação do Grupo Attiva”, revela.
O grupo opera a maior reserva de água mineral legalizada do Brasil, com capacidade instalada de 350 mil litros por hora. A água extraída apresenta pH 8,15, dentro da faixa considerada ideal para consumo equilibrado, entre 7,40 e 8,70. A estimativa anual gira em torno de 1,5 milhão de litros, com a projeção de destinar 40% desse total ao mercado externo nos próximos meses. “Atualmente, estamos embarcando cinco contêineres por mês, cada um com 42 mil garrafas de 500 ml das marcas Attiva e Mineralle. A meta de curto prazo é atingir 50 contêineres por mês, multiplicando o volume exportado e alterando a composição da receita da companhia”, destaca.
A ampliação da escala produtiva está ancorada em um ciclo de modernização industrial. Sessenta por cento do maquinário está passando por atualização tecnológica e a planta fabril sendo expandida de quatro mil quadrados para sete mil metros quadrados. O sistema já opera com tubulações em aço inoxidável e envase totalmente automatizado, sem contato humano, atendendo a padrões internacionais de segurança alimentar. Diariamente, são realizadas quatro análises bacteriológicas para controle sanitário. O grupo mantém cerca de 100 colaboradores na unidade de Bananal.
Ele ainda ressalta que o mercado internacional oferece vetores distintos de crescimento. “Nos Estados Unidos, que importam cerca de US$ 1 bilhão anuais em água para consumo, há demanda consolidada, especialmente entre consumidores de maior poder aquisitivo. Na China, a preferência por águas naturais e consideradas mais leves favorece o produto brasileiro. Nos Emirados Árabes e na Índia, a limitação de água potável amplia o espaço para marcas estrangeiras. Em Dubai, onde a água mineral atinge preços mais elevados, o potencial de margem é considerado estratégico”, concluiu.


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