PAF destaca o papel das florestas na prevenção de deslizamentos e enchentes
Com o aumento da frequência de chuvas intensas no estado do Rio de Janeiro, cresce também a preocupação com deslizamentos e inundações em municípios da região serrana e do Sul Fluminense. Diante desse cenário, iniciativas de restauração e conservação florestal, como o Programa Produtores de Água e Floresta (PAF), ganham ainda mais importância para reduzir riscos e proteger comunidades.
Nos últimos meses, cidades da região têm enfrentado episódios de chuvas fortes que provocaram enchentes e danos à infraestrutura. Em janeiro de 2026, por exemplo, o município de Rio Claro registrou mais de 100 milímetros de chuva em cerca de uma hora, volume muito acima do previsto, causando o transbordamento do rio que atravessa a cidade e alagamentos em diferentes áreas, segundo dados meteorológicos do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).
Além disso, alertas meteorológicos do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), têm apontado risco de chuvas intensas em diversos municípios do Sul Fluminense, incluindo Engenheiro Paulo de Frontin, Miguel Pereira e Rio Claro, o que reforça a necessidade de estratégias de prevenção e adaptação às mudanças climáticas.
Nesse contexto, a presença das florestas desempenha um papel fundamental na proteção do território. A vegetação ajuda a estabilizar encostas por meio das raízes das árvores, que mantêm o solo mais firme e reduzem o risco de deslizamentos. A cobertura florestal também diminui o impacto direto da chuva sobre o solo e favorece a infiltração da água, reduzindo o escoamento que pode causar enchentes e erosão.
Programas como o PAF atuam justamente nesse ponto: promovendo a restauração de áreas degradadas, a proteção de nascentes e o incentivo à manutenção da vegetação nativa nas propriedades participantes. Ao fortalecer a cobertura florestal na Região Hidrográfica II, essas ações contribuem não apenas para a produção de água e a conservação da biodiversidade, mas também para mitigar o impacto causado por eventos climáticos extremos, como as fortes chuvas que se tornam cada vez mais comuns.
Para o gestor do PAF, Gabriel dos Santos Aguiar, biólogo e mestre em Ciências Ambientais e Florestais, investir na proteção das áreas serranas é assegurar o futuro do território e das comunidades que ali vivem.
“Em uma região marcada por suas serras e comunidades que vivem nelas, investir na conservação e na recuperação dessas áreas significa, também, investir na segurança das comunidades e na proteção do território.”, disse.
O Programa Produtores de Água e Floresta é uma iniciativa do Comitê Guandu, realizada pela AGEVAP, com recursos da cobrança pelo uso da água na RH II. O PAF atua na Região Hidrográfica II, nas cidades de Vassouras, Miguel Pereira, Mendes, Eng. Paulo de Frontin e Rio Claro, protegendo nascentes e criando uma rede de apoio entre os proprietários participantes e a equipe técnica do programa.
Para acompanhar e tirar dúvidas, acesse o Instagram do programa @paf_aguaefloresta.


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